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ÁRIDA ESTRADA
Sozinha e carente, quanto tempo hei de esperar? Estrada longa, comprida, de flores despida como inverno friorento, que aguarda o advento do florir da primavera. Quanto o tempo da espera? Não sei dizer ignoro, mas a alma chora, implora, o calor de um amor, o prazer de um carinho, de uns braços, de abraços, de uma boca dizendo ao meu ouvido, baixinho, palavras loucas e roucas - adejante passarinho.
Num deserto sem miragens, busco achar a tua imagem.
HLuna
Enviado por HLuna em 25/01/2026
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