
DÚVIDA
Não sei nunca se te espere,
porque te demoras tão breve...
Logo, logo vais embora
sem olhar o tempo, a hora,
me deixando ao relento
mergulhada em sofrimento.
Desespero que me arrasta,
por becos escuros, escusos,
povoados de sussurros,
trazendo medo, temor,
pois me falta o teu amor.
Louca, rouca, sangra a boca.
A esperança é nenhuma,
perdeu-se, talvez, entre a bruma.
