
SIMPLESMENTE
Para compor meus silêncios
não preciso de palavras,
porque fazem algazarra,
se esparramam pelo chão.
Caminho na contramão
sem esbarrar nas pessoas,
o que é uma coisa boa:
levo o meu sonho na mão.
Sou feliz no meu quintal
pequeno, mas natural,
sem requintes importantes,
sou apenas viajante.
O que tenho a mim me basta,
para mim é o bastante.
